Talvez por isso tenha tanta dificuldade em acreditar quando alguém me diz que as palavras são “só palavras” porque nunca foram.
As palavras que escolhemos podem ser abrigo. Podem ser colo. Podem ser um pedido de desculpas que chegou tarde, uma mensagem enviada no momento certo ou um “estou aqui” que salvou um dia inteiro.
Eu escrevo porque há sentimentos demasiado grandes para caberem em silêncio. Escrevo para quem amo. Escrevo para quem já amei. Escrevo para quem ainda nem conheço. Escrevo porque há pessoas que oferecem flores, outras que oferecem presentes. Eu ofereço palavras.
E, honestamente, não conheço forma mais bonita de dizer “importas-me”.
Talvez seja por isso que acredito tanto no poder da escrita. No fundo, escrever nunca foi apenas sobre vender, convencer ou criar conteúdo.
Sempre foi sobre cuidar. Sobre dizer a quem nos lê “tu importas”. Sobre mostrar que compreendemos, que percebemos a dor/necessidade/situação de quem está do lado de lá.
Talvez amar seja exatamente isso. Encontrar uma forma de fazer os outros sentirem-se vistos.
A minha é esta.
Escrever.